sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O SACERDÓCIO E A ADVOCACIA DE CRISTO




             A epístola aos Hebreus contempla o cristão como andando em fraqueza e provações neste mundo, mas como tendo sido feito perfeito para sempre por meio da obra de Cristo, não tendo mais consciência de pecado. O sacerdócio aqui não é para restaurar a comunhão, mas – para alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno – ( Heb 4:16). 

            A primeira epístola de João, fala-nos de comunhão com o Pai e com o Filho, a qual é interrompida por qualquer pecado que cometamos. Cristo que é o Advogado diante de Pai, restaura-a. A epístola aos Hebreus ocupa-se do acesso a Deus através do véu, depois de purificada a consciência – que foi feita perfeita para sempre – por onde chegamos à Sua presença, no trono, com toda a liberdade; por conseguinte, a queda e a sua restauração não são aqui tratadas. O Pai não fala delas. Na primeira epístola de João, como já disse, contempla-se a comunhão e o actual estado da alma.

J.N.D

Resultados da Cruz de Cristo





                 A cruz de Cristo, não só tirou os pecados do crente, como rebentou para sempre com os laços que o uniam ao mundo. Por isso o crente tem agora a alegria de se considerar crucificado para o mundo e o mundo crucificado para ele. É esta a posição correta no que se refere a ele e ao mundo. O juízo exercido pelo mundo sobre Cristo torna-se evidente pelo lugar que o mundo Lhe deu, ao escolher deliberadamente um homicida em vez de Cristo, a quem crucificou entre dois malfeitores, enquanto libertava o que merecia mesmo o castigo. Se o crente segue os passos de Cristo, se une em espírito com Ele e se manifesta como tal, ocupará o mesmo lugar que Jesus Cristo ocupou na consideração desde mundo. Conhecerá então, na prática, a verdade de ser crucificado com Cristo diante de Deus.
                A cruz rompeu as cadeias que nos uniam a este mundo, e a ressurreição introduziu-nos sob o poder dos novos laços e novas relações. Enquanto que na cruz vemos o juízo do mundo a respeito de Cristo, na ressurreição vemos o veredicto de Deus pelo qual – também Deus o exaltou soberanamente – ( Fil 2:9). O homem deu-lhe o lugar mais importante; e como o crente é chamado a desfrutar da plena comunhão com Deus, em seus pensamentos a respeito de Cristo, também participará do lugar que o mundo deu a Cristo, o de ser crucificado... O mundo e o cristão não podem ter nada em comum; e nada terão, excepto naquilo em que o crente negue a seu Senhor e Mestre. Na medida em que o crente se identificar com este mundo, na mesma medida se revelará a sua infidelidade para com o Senhor, constituindo-se então inimigo de Deus.

C.H.M