sábado, 2 de maio de 2015

A GLÓRIA DE DEUS VISITOU ESTE MUNDO





A primeira visita da glória de Deus a este mundo foi quando Deus escolheu uma família para tornar-se um povo, para tornar-se uma nação - a nação de Israel. Deus tratou pessoalmente com aquela nação. A este povo Ele Se exibiu em poder (Dt 4:37).

Ele os tirou do Egito com Sua grande força e poder.
Ele os guiou e alimentou por quarenta anos através de um grande deserto, e os introduziu na terra prometida com Seu poder (Sl 105:39-45).

A glória de Deus apareceu no mais magnífico templo com que esta Terra já foi agraciada, nos dias do grande rei Salomão (2 Cr 7.1).

Mas pela indiferença à presença de Deus em poder e glória em seu meio; pela desobediência às Suas leis escritas pessoalmente por Ele; pelo desprezo à terra aprazível (Sl 106:24); e por virarem as costas a Deus e se voltarem a ídolos pagãos (Os 1:6), a glória de Deus voltou ao céu (Ez 1:1-25,28).

Essa volta não foi forçada, mas por não poder encontrar repouso nesta terra corrompida, a glória voltou ao céu.
Seguiu-se um intervalo de 500 anos.

Então a glória voltou a esta Terra na Pessoa de Jesus Cristo, o próprio Deus. Esta foi uma visita da graça! A glória e a graça encontravam-se em humilde bondade e amor. A única esperança do mundo está em o Filho de Deus fazer-Se Homem (Is 4:5-6; 7:14). E Ele assim o fez!

Mas, oh! aquela glória em Cristo foi também rejeitada. E mais: desta vez expulsa à força deste mundo, na vergonha, rejeição e violência da cruz. Mais uma vez Deus foi-Se embora e voltou ao céu.

O céu tem estado misteriosamente silencioso por já 1900 anos.
Então haverá um terceiro retorno da glória, formalmente na Pessoa do Senhor Jesus. Desta vez retornará para reinar sobre esta Terra em poder judicial, prosperidade e paz - os 1000 anos, ou milênio. Céus e Terra estarão ligados como que por uma escada, e a justiça reinará (Os 2:19-23).

Todavia, maravilha das maravilhas, há um grande mistério entre a segunda e a terceira visitas a esta Terra; uma vinda invisível, secreta e pessoal daquela glória, a Pessoa do Espírito Santo vinda ao coração e corpo, hoje, de cada crente no Senhor Jesus Cristo.

Por meio da morte, do sangue derramado, da ressurreição e ascensão do Filho de Deus, foi aberto o caminho para que o conjunto dos crentes redimidos desfrutem hoje, em sua plenitude, a habitação do Espírito Santo, individualmente e coletivamente.

E há mais! A qualquer momento, nós, crentes em Cristo, juntamente com o Espírito Santo, seremos arrebatados, trasladados para aquela mesma glória, juntamente e semelhantemente ao amado Filho de Deus, para sermos banhados para sempre pelo fulgor daquela imaculada e eterna glória (1 Cr 29:10-13).

N.Berry

quarta-feira, 8 de abril de 2015

O ADVOGADO



O Advogado faz duas coisas: Suplica ao Pai por nós e aplica em nós a Palavra. Se pecamos, faz valer a súplica, assumindo, diante do Pai, a nossa causa contra o acusador. Pela aplicação da Palavra, revela nosso estado quanto à sua prática, contrastando-o com nossa posição, a qual é sempre mantida sem pecado pelo justo Advogado, O mesmo que já fez a propiciação.

O fracasso em nossa condição provém do fato de possuirmos duas naturezas habitando em nós. "Eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado." (Rm 7:25). E, embora pela fé, e em espírito, não estejamos mais na carne, ainda assim ela continua em nós (apesar de, pela fé, a considerarmos morta), e daí vem o fracasso.

 Não há desculpa, mas o fato é que falhamos. Nossa posição como filhos sempre permanece a mesma, ainda quando pecamos, e devemos isso ao justo Advogado que fez propiciação.

"Se alguém pecar, temos um Advogado." (1 Jo 2:1). Mas temos falhado em nossa condição - encontramo-nos manchados. Nossos corpos estão lavados com água pura, isto é verdade (Hb 10:22); já recebemos o lavar da regeneração (Tt 3:5); somos nascidos de novo (Jo 3:3); e é por isso que não precisamos ser lavados novamente. João 13:10 diz que "aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos".

Mas pecamos; sujamos nossos pés, por assim dizer, passando por este mundo que nos contamina pelo pecado. Não podemos ficar assim na presença do Pai. O que é que faz o Advogado, então? Ele aplica a Palavra em nós, lava nossos pés, e nos leva à confissão e ao juízo próprio. A recordação de nosso Advogado, que fez a propiciação, nos leva de joelhos de volta a nosso Pai, O qual nos perdoa e nos limpa de todas as nossas injustiças. 

Somos limpos em conformidade com o que Cristo é, como o Justo na presença do Pai. É este o lavar pela água da Palavra, não pelo sangue que nunca é repetido. Trata-se da aplicação da morte de Cristo, por meio da Palavra, na corrupção moral que provém da raiz de pecado. Assim a bendita obra do Advogado, por um lado para rogar pelos filhos diante o Pai no caso de pecarem, e, por outro, para lavar seus pés com a Palavra e tornar sua condição e seu andar condizentes com a posição que têm diante dEle.

Quão felizes somos por estarmos associados ao bendito Advogado - que por um lado suplica por nossos irmãos caso pequem, e por outro leva-lhes a Sua Palavra, lavando seus pés. Que o Senhor permita que os santos enxerguem o bendito privilégio que têm, de se valer do amor para cobrir pecados (Pv 10:12). Possam eles suplicar por seus irmãos, se pecarem, e agir em fidelidade a eles, levando-lhes a Palavra e lavando seus pés a fim de que possam ser lavados das contaminações.

 Vencerão assim o acusador por meio do sangue do Cordeiro, se for o caso de seus irmãos pecarem, e resistir-lhe-ão com desenvoltura, usando a Palavra de Seu testemunho, assim como fez o bendito Senhor.
O Senhor respondeu ao diabo, quando este O tentava procurando fazê-Lo pecar, usando sempre: "Está escrito". 

Assim devemos fazer. E, se pecarmos, podemos, graças a Deus, sempre dar-lhe a resposta pelo sangue do Cordeiro, que é o bálsamo para toda ferida. O sangue do Cordeiro, e a Palavra, a espada do Espírito, são nossos instrumentos contra o diabo enquanto estamos aqui, e enquanto o Advogado defende nossa causa diante do Pai lá no céu. Somos assim sempre preservados, e somos vencedores, "mais do que vencedores, por Aquele que nos amou" (Rm 8:37).
A. P. Cecil